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terça-feira, 19 de novembro de 2013

Taquaruçu, em Tocantins, oferece cachoeiras, adrenalina e muita natureza




Eduardo Vessoni
Do UOL, em Tocantins *

16/04/201207h00



I

Tem gente que se orgulha da TV de plasma pendurada na parede da sala, do computador com capacidade imensa de armazenamento e de todos os outros eletrônicos moderninhos com tecnologia de ponta. Mas o jardim da casa de Evilson Machado da Fonseca tem um bem que loja nenhuma seria capaz de oferecer: uma cachoeira de 21 metros de altura, localizada em Taquaruçu, próximo a Palmas, a capital do Tocantins.
E ninguém questiona se o famoso atrativo natural é mesmo desse discreto tocantinense de pouco mais de 30 anos. A Cachoeira do Evilson leva seu nome, pois o próprio Evilson é responsável pelo controle de entrada e cobrança de taxas dos que cruzam o balcão do boteco improvisado, localizado em frente a sua casa simples.

Taquaruçu, destino serrano a 35 km de Palmas, tem catalogado 80 diferentes cachoeiras, mas pouco mais de 10% delas são utilizadas com fins turísticos. Porcentagem suficiente para transformar esse distrito fundado por maranhenses e piauienses em uma das mais belas opções naturais e turísticas próximas à capital tocantinense, frequentada sobretudo por visitantes descolados que possuem casas na região ou que se hospedam em pousadas.

SERVIÇO

Cachoeiras de Taquaruçu
Todas as cachoeiras da região estão localizadas em área privativa, onde se deve pagar uma pequena taxa de entrada. A do Evilson está a 15 km do centro de Taquaruçu, sendo que dez deles são em estrada de terra.

Para mais informações das cachoeiras do Escorrega Macaco e da Roncadeira, tel: (63) 9212-1136
Agências de Palmas que oferecem passeios em Taquaruçu
Autêntica Turismo
Tel: (63) 3225-6000
www.autenticaturismo.com.br
40º no Cerrado Turismo
Tel: (63) 3215-8313
www.40grausnocerrado.com.br

Na Cachoeira do Evilson, um dos principais atrativos da região, a geografia local abriga ecossistemas variados que incluem vegetação rasteira do cerrado, solo seco da caatinga do nordeste e até mesmo árvores gigantes amazônicas com mais de 300 anos de existência. Tudo isso após um pequeno trekking de dez minutos, de nível fácil, bem no quintal de casa. No local, é possível nadar no poço que se forma aos pés da cachoeira e praticar rapel no paredão úmido que desce paralelo à cachoeira.

Aliás, a população local tem visual caprichado ao redor de casa. Quando o visitante chega à casa de dona Acirene Monteiro, o que já era impressionante sob os cuidados de Evilson, fica ainda maior.

É no quintal dessa mulher de Tocantínia que se inicia uma caminhada exigente de 1,5 km de extensão por mata fechada até outras duas famosas quedas d'águas locais: Escorrega Macaco e Roncadeira, cachoeiras com 50 e 70 metros, respectivamente. A escada íngreme com 143 desafiadores degraus chega a desestimular, no início do passeio, mas a trilha auto indicativa que se segue logo vai provando que cada degrau vencido é recompensado por paisagens improváveis para o árido e distante centro do Brasil.

O local também é procurado pelos praticantes de rapel que, do alto da Roncadeira, encontram motivos (e adrenalina) suficientes para encarar uma alucinante descida pela cachoeira em rapel negativo, técnica em que não há ponto de apoio entre o esportista e a parede utilizada para a prática do esporte.
  • Eduardo Vessoni/UOL
    Visitante observa Cachoeira da Roncadeira, em Taquaruçu, a 35 km de Palmas

Aventureira ou não, tem gente que, encantada pela natureza quase virgem da região, vem de longe para experimentar a sensação única de abrigar uma cachoeira dentro da própria casa. Foi assim que Darlan Soares, um paulista de São Bernardo, trocou as andanças como ator mambembe e artesão pelo ronco de uma das mais altas quedas d´agua da região, a mesma administrada pelos olhos atentos de Acirene.

Quando chega um visitante, Soares dá instruções detalhadas com algumas dicas importantes de segurança e informações sobre alguns animais que podem ser encontrados pelo caminho. O resto fica por conta da trilha e da curiosidade de cada visitante.

O jovem, que além de produzir artesanato com o clássico e exclusivo capim-dourado de Tocantins também coordena um projeto cultural na região, já passou o chapéu em apresentações artísticas em São Luís, Recife, nos metrôs de São Paulo, em Belém e até na Guiana Francesa. Porém foi em Taquaruçu que seu espírito artístico encontrou sua maior inspiração.

Quem puser, ao menos, os pés nas águas geladas da Roncadeira, cachoeira que abriga um convidativo poço d'água com mais de dois metros de profundidade, nunca mais dirá que o mais novo estado brasileiro carece de atrações turísticas. Ao contrário, o Brasil inteiro está ali e ninguém sabia.
 * O jornalista Eduardo Vessoni viajou a Palmas a convite da TAM (www.tam.com.br)

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